| Entrevista com... Gonçalo Amorim |
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| Por Rui Fidalgo. Fotos: Rui Pestana | |||||||||
| Quinta, 01 Outubro 2009 00:00 | |||||||||
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![]() O balanço é positivo por vários factores, porque tem tido um crescimento homogéneo, sólido e tudo isso tem a ver com a credibilidade do evento. Portugal nunca tinha tido um evento só para o mundo da bicicleta e quer os expositores como os visitantes não estavam habituados. Agora, ano após ano os expositores estão mais profissionais e todo o profissionalismo da organização tem tido contrapartidas por parte dos expositores, atletas e visitantes. Por isso é que este ano o Festival Bike vai subir mais um degrau no caminho do sucesso, apesar de todas as dificuldades de que o país atravessa, penso que vamos passar mais um nível. O número de visitantes também tem aumentado? Sim, todos os anos. Temos a noção que para ganharmos temos que dizer o que é verdadeiro. Qual foi o número o no passado? 24 mil pessoas. E na primeira edição? 7,5 mil a 8 mil, nessa altura tinha menos actividades, mas ao longo dos anos foi possível ir melhorando. Os expositores também competem? Sim, o que é positivo. Mas, ao contrário do que muitos pensem, as pessoas procuram cada vez mais este desporto ligado ao seu bem-estar físico e a componente de competição está em minoria. Exemplo disso é o crescente interesse pela Maratona, onde este ano já temos 2.100 inscritos, quando faltam 50 dias e o limite são 2.500. Querem sempre ir batendo recordes? Sim, agora em termos de inscritos na Maratona já o batemos, porque no ano passado tivemos um total de 1.800 participantes. E a maior parte dos inscritos são para os 40 kms, as pessoas vêm para se divertir e acabam por ir ver a feira. O que é que esta sexta edição do Festival Bike vai trazer de novidades? Para já, uma das novidades que queríamos ter e que ainda não vai ser possível era um Downhill Urbano que teria que acontecer dentro da cidade, mas não conseguimos reunir condições para isso, mas tudo vamos fazer para ter para o ano. À partida, nesta edição, vamos ter um duatlo infantil, no ano passado tivemos um para adultos, mas é importante incentivar as crianças cada vez mais à utilização da bicicleta. No BMX vai ser outra vez a final do campeonato cá, o final do circuito do Dirt também, vamos ter pilotos internacionais, estou a ver se tenho cá uma equipa espanhola da Cannondale. Sem actividades neste evento não teríamos possibilidade para o realizarmos em Portugal. Quem percebe de feiras vê que está ao nível das melhores da Europa, e concretamente a nível da Península ibérica é a melhor, nós estamos muito melhor que Madrid. Mesmo em termos de número de expositores? Sim e temos stands que nada têm a ver com os de Madrid. Agora, nós somos muito pequenos, é preciso ter cada vez mais pessoas a praticar para alimentar esta indústria. Surge também interesse por parte dos estrangeiros em expor? Sim, desde praticamente o início temos marcas que vêm cá directamente expor, algumas espanholas, a maioria delas vêm directamente, a BH, a Massi, a Cannondale, a Pinarelo, este ano vamos ter a Kuota que vêm directamente e não através de uma loja. E isto dá para ver que o mercado português até interessa. Também se faz sentir a crise? Sim, sem dúvida. Nalguns expositores há o sentimento que as coisas não estão fáceis, mas penso que no geral não está tão mal como outros sectores. Nós, a organização, temos que ser flexíveis. Qual é a área de exposição? Nesta edição temos 12,6 mil metros quadrados de área coberta e em termos de exposição estamos com uma ocupação de 10,5 mil metros quadrados. O que é que ainda falta ao Festival Bike para o colocar num patamar superior? Se é que falta alguma coisa... Falta, o nosso desejo é chegar além fronteiras mais do que já chegámos. Falta-nos também alguma capacidade financeira para podermos investir mais, talvez com mais apoios conseguiríamos ter aqui as figuras de maior notoriedade do mundo da bicicleta. E depois seria transformar as provas que temos aqui numa referência, como já acontece com o BMX e o Dirt. Já está a pensar na sétima edição? Sim, como já disse queria ter um Downhill Urbano, queria potenciar as provas que já temos e aumentar o número de participantes. E queríamos ter mais notoriedade em países como a Espanha, França e a Alemanha. São mercados importantes para o panorama nacional, mas para isso o CNEMA precisa também de apoios. Os expositores que existem não são suficientes? Não, o investimento é brutal. Toda a logística para montar a feira, todas as provas também são custos.
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